Publicado em 3 de dezembro de 2025 · Atualizado em 29 de maio de 2026 · Isabella Alonso Suarez

Consequências de não pagar pensão alimentícia na Colômbia

Guia sobre Consequências de não pagar pensão alimentícia na Colômbia: requisitos, provas, riscos e quando buscar apoio jurídico na Colômbia.

Categoria Direito de Família Publicado 3 de dezembro de 2025 Atualizado 29 de maio de 2026 Autor Contudo, nem sempre funciona igual: há exceções e diferenças importantes. Por exemplo, ninguém está obrigado a denunciar contra si mesmo, contra seu cônjuge, companheiro ou parente.
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Rota de cobrança

Transforme o descumprimento em uma estratégia clara. Analise as provas, a conciliação e as opções de cobrança antes de iniciar ações isoladas.

Consequências penais: prisão e multas

O descumprimento deliberado do pagamento pode configurar o crime de inassistência alimentar, previsto no artigo 233 do Código Penal. Para que haja responsabilidade penal

  • Conducta dolosa: Es decir, que la persona se niegue a pagar de manera consciente e intencional la cuota alimentaria.
  • Ausencia de justa causa: De acuerdo con la jurisprudencia, hay justa causa cuando el obligado demuestra que no tenía la capacidad real para cumplir, pese a actuar con diligencia casos como; enfermedad grave, desempleo involuntario, incapacidad temporal o permanente entre otras que afectan su capacidad económica.

Se não for comprovada uma justa causa, configura-se o crime. No processo penal, cabe à Promotoria (Fiscalía) comprovar que o devedor realmente podia pagar e não o fez. Isso pode resultar em sanções econômicas e privativas de liberdade: a pena base é de prisão de 16 a 54 meses e multa de 13,33 a 30 salários mínimos. Nos casos em que a vítima é menor de idade, a sanção aumenta para uma faixa de 32 a 72 meses de prisão e multa de 20 a 37,5 salários mínimos. Em outras palavras, o devedor corre o risco de perder a liberdade se ficar evidenciado um descumprimento persistente e injustificado. Para acionar a via penal por inadimplência alimentar, convém revisar previamente como apresentar uma denúncia penal, pois uma denúncia mal estruturada pode atrasar o processo ou enfraquecer a prova.

Consequências civis: medidas para assegurar o pagamento

O objetivo dessas medidas não é punir, mas assegurar que a pessoa beneficiária receba o que necessita. A pensão alimentícia é fixada pelo juiz de família e, por via conciliatória ou subsidiária, pelo Defensor de Família. Os centros de conciliação não fixam pensões: apenas podem validar acordos alcançados entre as partes.

Quando há descumprimento, e tratando-se de alimentos para crianças e adolescentes, o artigo 129 do Código da Infância e da Adolescência faculta ao juiz adotar medidas que garantam o pagamento. As mais frequentes incluem:

  • Penhora do salário ou da pensão: os alimentos são uma exceção à regra de impenhorabilidade, de modo que o salário pode ser penhorado em até 50%, mesmo quando se trata do salário mínimo (artigo 156 do Código Substantivo do Trabalho).
  • Penhora de bens e contas bancárias: afeta imóveis, veículos, contas poupança ou qualquer bem passível de hasta pública para cobrir a dívida.
  • Proibição de saída do país: diante da mora, o juiz pode ordenar à autoridade migratória —hoje a Migración Colombia— impedir a saída do país do obrigado até que preste garantia suficiente do cumprimento, e determinar o seu registro nas centrais de risco.

Si la situación económica de alguna de las partes cambia, se puede solicitar la modificación de la cuota —ya sea para aumentarla o disminuirla—

Sentencia T-891 de 2013 — Corte Constitucional (M.P. Luis Ernesto Vargas Silva)

La Corte Constitucional recordó que, como regla general, el salario mínimo es inembargable y del resto del salario solo puede afectarse una quinta parte; sin embargo, la ley permite un límite mayor cuando el descuento corresponde a obligaciones alimentarias: hasta el 50 % de cualquier salario, incluido el mínimo. La lectura correcta para quien debe pagar alimentos es que ese 50 % opera como tope legal que el pagador está obligado a aplicar de entrada cuando el descuento es por cuota alimentaria, y que si hay varios descuentos concurrentes sobre el mismo salario, un juez puede verificar después que ese límite y el mínimo vital del deudor sigan respetados. T-891/13 — límite del 50% de embargo salarial.

Sentencia C-1064 de 2000 — Corte Constitucional (M.P. Álvaro Tafur Galvis)

La Corte Constitucional estudió una norma equivalente a la vigente y declaró exequible que el juez dé aviso a la autoridad migratoria para impedir la salida del país del obligado alimentario mientras no preste garantía de pago. Precisó que esta restricción a la libertad de circulación no es absoluta y puede limitarse por ley para conciliarla con la prevalencia de los derechos de los niños; bajo el artículo 129 vigente de la Ley 1098 de 2006, la medida procede cuando el juez tiene información de que el obligado ha incurrido en mora de más de un mes en el pago de la cuota ya fijada, y no es una consecuencia automática desde el inicio del proceso: basta prestar garantía suficiente de pago para levantarla. C-1064/2000 — salida del país por alimentos.

siempre que dicha solicitud esté debidamente justificada (artículos 411 y siguientes del Código Civil).

Ilustração do artigo: Isto é o que pode acontecer com você se não pagar a pensão alimentícia

Consequências administrativas e sociais: REDAM, mobilidade e formalidades

Além do exposto, não pagar a pensão alimentícia dá lugar a ser inscrito no Registro de Devedores Alimentares Inadimplentes (REDAM), criado pela Lei 2097 de 2021, que funciona como um mecanismo de pressão legal para obrigar o devedor a cumprir. É inscrito quem estiver em mora a partir de três prestações alimentares, sucessivas ou não, fixadas em sentença, conciliação ou outro título executivo. Estar registrado no REDAM gera restrições concretas, entre elas:

  • Impossibilidade de ser nomeado ou empossado em cargos públicos e de contratar com o Estado.
  • Impedimento para sair do país e realizar trâmites migratórios enquanto subsistir a mora.

Un punto que suele malinterpretarse: estar reportado en el REDAM no le impide vender un bien ni obtener un crédito. Al enajenar bienes sujetos a registro o al solicitar o renovar un crédito, la notaría y la entidad financiera le exigirán el certificado del REDAM, pero ese requisito tiene un efecto únicamente informativo: la Corte Constitucional, en la Sentencia C-032 de 2021, declaró inexequible el cobro automático de la deuda en esos trámites, y el Consejo de Estado (Concepto 2508 de 2023) precisó que el notario no puede negarle la escritura ni el banco negarle el crédito por estar reportado.

Sentencia C-032 de 2021 — Corte Constitucional (M.P. Gloria Stella Ortiz Delgado)

La Corte Constitucional revisó de oficio la Ley 2097 de 2021 (REDAM) y evaluó, entre otras, la consecuencia de impedir la salida del país al deudor moroso inscrito en el registro. Aplicó un juicio de proporcionalidad estricto y concluyó que la medida es constitucional: protege un fin constitucionalmente imperioso (los derechos de los acreedores alimentarios, casi siempre niñas, niños y adolescentes). La Corte precisó que esta consecuencia no depende de la voluntad del deudor ni es automática por el simple no pago: solo se activa cuando un juez, tras un trámite con traslado de cinco días hábiles y derecho de defensa, ordena formalmente la inscripción en el REDAM; es una consecuencia jurídica que el juez declara al verificar la mora persistente, no algo que el obligado elige enfrentar. C-032/2021 — control REDAM y salida del país.

Todas essas restrições se mantêm até que o devedor quite integralmente a obrigação alimentar.

O que fazer se o descumprimento já afeta a família

O descumprimento da pensão alimentícia na Colômbia tem efeitos severos, que podem ir desde sanções penais e multas até penhoras, restrições migratórias e a inscrição no REDAM. Não pagar afeta a liberdade, o patrimônio e a vida jurídica do devedor. Por isso, diante de um atraso, convém agir a tempo: reunir as provas do descumprimento, avaliar a conciliação e escolher a via de cobrança adequada antes de iniciar ações isoladas. Isso ajuda a preservar a estabilidade familiar e financeira e a evitar que o conflito se agrave.

Se você precisa resolver uma situação de descumprimento, negociar uma pensão ou atuar diante de uma denúncia, convém buscar acompanhamento. Um advogado de direito de família em Bogotá pode orientá-lo de forma clara e ajustada ao seu caso, e ajudá-lo a tomar decisões informadas e responsáveis. Se preferir, pode nos escrever pelo 313 8411825 para revisar sua situação.

Lo que dicen los fallos: casos reales de inasistencia alimentaria en Colombia

Las normas describen penas en abstracto. Los fallos de la Corte Suprema muestran qué ocurre en la práctica. A continuación, tres casos reales resueltos por la Sala de Casación Penal que ilustran cuándo una persona termina condenada y cuándo no.

El caso del docente que pagó migajas (Sentencia CSJ SP395-2021, Radicado 58136). Alexander Espinosa Ramírez, profesor, debía $230.000 mensuales por su hija menor desde 2010, fijados en conciliación ante el ICBF. Durante los dos años investigados —julio de 2015 a julio de 2017— pagó apenas el 20% de lo que debía. Alegó ser "profesor sin trabajo fijo" y argumentó que "lo relevante no es si la cuota se pagó íntegramente, sino si al menor se le socorrió." La Corte rechazó ese argumento. Señaló que "la prueba practicada acredita que aquél actuó con el conocimiento y la voluntad de sustraerse parcialmente de su obligación alimentaria", porque durante ese período sí había ejercido actividades laborales que le permitían pagar más. La condena quedó en firme. Pagar algo, pero no lo que se debe, no es una defensa válida si usted tenía con qué pagar más.

El caso del hombre absuelto porque la Fiscalía no investigó (Sentencia CSJ SP5130-2021, Radicado 58373). William Arenales Riaño debía $100.000 mensuales por su hija desde 2010. Durante más de seis años entregó apenas $1.300.000 en total. El Tribunal Superior de Villavicencio lo condenó. Al resolver la impugnación especial (doble conformidad), la Corte revocó la condena del Tribunal y confirmó la absolución de primera instancia. Un detalle revelador: la evidencia sobre vínculos laborales del procesado fue investigada con un número de cédula equivocado, lo que impidió incorporarla al juicio. Así, la Fiscalía solo pudo mencionar que el acusado "había tenido varios oficios", pero "no precisó fechas, lugares, remuneraciones ni circunstancias que demostraran solvencia económica." La Corte fue enfática: "resulta obligatorio acreditar la capacidad económica del procesado, si lo que se busca es calificar como injusta la omisión." Sin esa prueba, no hay condena. Este fallo no premia el incumplimiento: enseña que quien sí tiene con qué pagar, pero la Fiscalía no lo demuestra adecuadamente, puede salir absuelto.

El caso de la trabajadora social desempleada (CSJ SP482-2023, Rad. 55296, noviembre de 2023). Lilia Velandia, con título universitario, fue condenada a 32 meses de prisión porque un juez y un tribunal dedujeron que, por ser profesional, podía pagar la cuota de su hijo. Ella insistió durante todo el proceso en que llevaba meses desempleada y no tenía recursos. La Corte Suprema anuló la condena: "cuando el agente falta al cumplimiento de su obligación, no por propia voluntad, sino por una circunstancia de fuerza mayor como la carencia de recursos económicos, no puede inferirse su responsabilidad penal." La Corte también censuró a la Fiscalía por no haber investigado los ingresos reales de la acusada, y no solo su profesión.

¿Qué determina la diferencia? Los tres casos apuntan al mismo criterio: la frase "sin justa causa" del artículo 233 del Código Penal. Quien no paga porque no quiere, teniendo con qué, enfrentará condena. Quien genuinamente no puede pagar tiene defensa, pero debe poder demostrarlo con evidencia concreta —no basta alegarlo. Y quien calla su situación económica real corre el riesgo de que el juez infiera que sí podía pagar.

Fuentes: Sala de Casación Penal, CSJ SP395-2021 (M.P. José Francisco Acuña Vizcaya); CSJ SP5130-2021 (M.P. Gerson Chaverra Castro); CSJ SP482-2023, Rad. 55296 (M.P. Diego Eugenio Corredor Beltrán, 29 de noviembre de 2023).

Abogada penalista analizando un caso de inasistencia alimentaria

Normas e jurisprudência citadas

  • Código Penal (Lei 599 de 2000), artigo 233 (modificado por la Ley 1181 de 2007)
    — inasistencia alimentaria: pena base de 16 a 54 meses de prisión y multa de 13.33 a 30 SMLMV; agravante cuando la víctima es un menor, de 32 a 72 meses de prisión y multa de 20 a 37.5 SMLMV. Texto oficial.
  • Código da Infância e da Adolescência (Lei 1098 de 2006), artigo 129
    — pensão provisória, penhora, proibição de saída do país por meio da autoridade migratória (hoje a Migración Colombia) e registro nas centrais de risco diante da mora. Função Pública.
  • Código Substantivo do Trabalho, artigo 156
    — o salário é penhorável até 50% para o pagamento de pensões alimentícias, mesmo quando se trata do salário mínimo. Função Pública.
  • Código Civil, artigos 411 e seguintes
    — alimentos devidos por lei e modificação da pensão quando variam as circunstâncias econômicas.
  • Lei 2097 de 2021
    — Registro de Deudores Alimentarios Morosos (REDAM): inscripción a partir de tres cuotas en mora y remisión de información a las centrales de riesgo crediticio, financiero y comercial.

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Perguntas frequentes

Deixar de pagar a pensão alimentícia é crime na Colômbia?
Sim. O descumprimento deliberado do pagamento pode constituir o delito de inassistência alimentar. Para que exista responsabilidade penal, a conduta deve ser dolosa (negar-se a pagar de forma consciente e intencional) e sem justa causa.
Que pena de prisão prevê a inassistência alimentar?
A pena base é de 16 a 54 meses de prisão e multa de 13,33 a 30 SMLMV. Quando a inadimplência alimentar é cometida contra menor de idade, a pena aumenta para uma faixa de 32 a 72 meses de prisão e multa de 20 a 37,5 SMLMV. Esses valores são expressos em salários mínimos, de modo que seu valor é atualizado a cada ano. A qualificação e a pena concreta dependem do caso.
O que significa que a conduta deva ser "dolosa" para que haja crime?
Significa que a pessoa obrigada se recusa a pagar de maneira consciente e intencional, podendo fazê-lo. O simples atraso por impossibilidade real não configura, por si só, responsabilidade penal.
¿En un proceso penal, ¿a quién le corresponde probar que el deudor sí podía pagar?
No processo penal, a Fiscalía tem o ônus de demonstrar os elementos do delito, inclusive a subtração sem justa causa. Na prática, quando o acusado invoca uma justa causa (por exemplo, impossibilidade real de pagamento), costuma lhe caber apresentar os elementos que a amparem. O alcance concreto da prova depende do caso e convém revisá-lo com um advogado.

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