Atualizado em 16 de junho de 2026 · Fabio Castro Forero
Constituir uma SAS na Colômbia: 13 passos para deixá-la funcionando
Guia completo para constituir uma SAS na Colômbia com sócios ou investidores: onde fazer cada trâmite, o que negociar antes de assinar, como desenhar.
O essencial antes de agir
Constituir uma SAS (sociedad por acciones simplificada) na Colômbia é muito mais do que preencher um formulário na Cámara de Comercio (o registro mercantil colombiano). A diferença entre uma sociedade que funciona de verdade e um certificado arquivado está no que ocorre antes e depois do trâmite: as decisões sobre propriedade, governança, ativos, caixa, licenças e registro de beneficiários finais.
Este guia percorre os 13 passos que permitem deixar a sociedade realmente funcionando, desde a definição do negócio até o fechamento dos primeiros 90 dias. Cada passo cita a norma que o respalda, a doutrina da Superintendencia de Sociedades onde ela contribui e, quando há risco real, diz com nomes e cifras.
Em resumoUma SAS constitui-se por documento privado inscrito na Cámara de Comercio e adquire personalidade jurídica própria ao inscrever-se (arts. 2 e 5, Lei 1258 de 2008). Seus acionistas respondem apenas até o montante de seus aportes (art. 1); suas ações não podem ser negociadas em bolsa (art. 4, ratificado pela Sentencia C-038 de 2025); e se não se fixa duração nem objeto, a sociedade dura indefinidamente e pode desenvolver qualquer atividade lícita (art. 5, nums. 4 e 5). Uma empresa pronta não é apenas um certificado: é uma sociedade com regras de propriedade, capacidade de assinatura, RUT (o cadastro tributário colombiano) coerente, beneficiários finais reportados, faturamento, conta empresarial, livros, atas, contratos, ativos sob controle e licenças revisadas.
| Para sócios | Para operação | Para ativos | Para crescimento |
|---|---|---|---|
| Percentuais, aportes, saída, informação, bloqueio e decisões relevantes. | RUT, faturamento, banco, contratos, caixa, contador e comprovantes. | Marca, domínio, software, dados, redes, conteúdos e contratos sob controle da SAS. | Pasta societária, governança, licenças, relatórios e preparação para bancos ou investidores. |
Recursos oficiais
Mapa de links para executar a constituição, não apenas entendê-la
Um guia realmente útil deve levar o leitor ao lugar correto quando ele tem de agir. Antes de começar os passos, convém conhecer os portais que tornam possível cada trâmite: registro mercantil, identidade tributária, proteção de marca, dados pessoais e licenças setoriais.
- VUE — Ventanilla Única Empresarial: ponto de entrada oficial para criar empresa como pessoa natural ou jurídica, incluída a SAS, conforme a cidade e a câmara correspondente.
- Constituição virtual de SAS na CCB: rota da Cámara de Comercio de Bogotá para SAS virtual e advertências sobre estatutos proforma ou personalizados.
- Homonímia no RUES (o registro empresarial unificado das câmaras de comércio): consulta para verificar se o nome societário pode colidir com razões sociais já registradas.
- Inscrição e atualização do RUT (DIAN, a autoridade tributária colombiana): base tributária para o NIT (o número de identificação tributária), responsabilidades, atividade econômica e dados fiscais.
- Registro de beneficiários finais — RUB (DIAN): critérios de identificação e obrigação de reporte para pessoas jurídicas (art. 631-5 do Estatuto Tributario, Ley 2155 de 2021).
- Habilitação de faturamento eletrônico (DIAN): rota para faturador eletrônico, software, testes e operação.
- Registro de marca perante a SIC (Superintendencia de Industria y Comercio) / SIPI: página institucional e portal operacional para buscas, solicitações e acompanhamento de propriedade industrial.
- RNBD — SIC: Registro Nacional de Bases de Datos para responsáveis pelo tratamento de dados pessoais.
- RUP e SECOP — Colombia Compra: Registro Único de Proponentes e plataformas de contratação pública quando a SAS aspira a contratos estatais.
- VUE — INVIMA: registro e certificação de produtos regulados (alimentos, cosméticos, medicamentos, higiene e limpeza).
- SAGRILAFT / PTEE — Supersociedades: resoluções e material de compliance empresarial para riscos de lavagem de dinheiro e corrupção.
Passo 01
Antes de constituir uma SAS na Colômbia: decisões que mudam toda a estrutura
Antes de constituir uma SAS na Colômbia, a conversa deveria começar com decisões de negócio, não com campos de formulário. Se estes pontos ficarem resolvidos desde o começo, o documento de constituição, os estatutos, o acordo de acionistas e os trâmites posteriores terão coerência. Se forem adiados, cada um converte-se em uma fonte de conflito futuro. Se você quer revisá-las uma por uma, consulte as 9 decisões que convém tomar antes de assinar.
| Decisão | O que significa na prática | Onde deve ficar | Risco se improvisar |
|---|---|---|---|
| Propriedade | Quem será dono, em que percentual e por que razão econômica recebe essas ações. | Documento de constituição, livro de acionistas, comprovantes de aportes e acordo de acionistas. | Disputas por participação, aportes não comprovados ou sócios que reclamam direitos distintos dos escritos. |
| Controle | Quem pode assinar, contratar, endividar, abrir banco, aprovar despesas ou comprometer ativos. | Estatutos, atas, procurações, limites de assinatura e regras internas. | Representante legal com poder excessivo ou decisões relevantes sem autorização. |
| Saída | O que acontece se um sócio vende, descumpre, deixa de trabalhar, divorcia-se, morre ou bloqueia decisões. | Acordo de acionistas, restrições de transferência e mecanismos de compra (arts. 13 e 24, Ley 1258/2008). | Bloqueios, entrada de terceiros não desejados ou negociações forçadas em plena crise. |
| Ativos | Quem controla marca, domínio, software, dados, redes, conteúdos, contratos e metodologia. | Cessões, licenças, contratos de desenvolvimento, registro de marca e pasta digital. | A SAS fatura, mas o ativo-chave fica em nome de um sócio, fornecedor ou empregado. |
| Compliance | Que licenças, relatórios, registros ou políticas o setor exige antes de vender ou contratar. | Matriz de licenças, RUT, RUB, RNBD, RUP/SECOP, SAGRILAFT/PTEE ou comprovantes setoriais. | Vendas travadas, bancos que pedem comprovantes, clientes que não contratam ou sanções evitáveis. |
Passo 02
Escolha a sua rota conforme o tipo de fundador
Nem todos devem ler este guia com a mesma prioridade. O tipo de fundador define que passos são críticos e quais podem ser simplificados. Use estes perfis como filtro antes de avançar pelos 13 passos. Se você fatura hoje a título pessoal, revise primeiro quando convém passar de pessoa natural para SAS.
Passo 03
Concretize o negócio que a SAS vai sustentar
Antes de falar de formulários, defina que empresa existirá na prática. O primeiro erro frequente é criar uma sociedade com um objeto amplo, um nome atrativo e uma distribuição de ações, mas sem ter definido como ganhará dinheiro, que ativos serão críticos e quem tomará decisões. Essa omissão não se nota no dia do registro; aparece quando é preciso abrir banco, faturar, assinar contratos, receber investimento ou explicar o negócio a um cliente corporativo.
Nesta etapa convém escrever em uma página o que a empresa venderá ou prestará durante os próximos 18 meses, quem será o cliente real, que canal de venda usará, que licenças poderiam bloquear a operação e que ativos serão indispensáveis. Se a atividade mudará rápido, os estatutos devem dar margem; se o negócio é regulado, a flexibilidade deve combinar-se com licenças.
Separar três planos desde o início — propriedade de ações, trabalho dentro da empresa e administração — evita que tudo fique misturado sob uma só figura. A prova mínima é um documento breve de modelo de negócio, uma lista de atividades, uma identificação de ativos-chave e uma matriz inicial de riscos. Um objeto social abstrato não substitui a conversa estratégica. Esse documento orienta estatutos, CIIU (o código de atividade econômica), RUT, contratos e licenças, e serve para que o advogado, o contador e os sócios não trabalhem sobre pressupostos distintos.
Passo 04
Defina sócios, percentuais, aportes e trabalho esperado
A distribuição acionária deve conversar com a realidade econômica. As ações criam direitos estáveis: voto, lucros, informação e participação em uma venda futura. Se um sócio recebe ações por um aporte prometido mas o aporte não fica descrito nem medido, depois será difícil exigir cumprimento ou ajustar participação.
Quando há sócios que aportam dinheiro, trabalho, clientes, marca, software ou contatos comerciais, convém traduzir cada aporte em obrigações verificáveis. A SAS permite muita arquitetura contratual através do art. 10 (classes de ações) e do art. 24 (acordos de acionistas), mas é preciso desenhá-la antes que o conflito apareça. Uma tabela com cada sócio que inclua aporte inicial, aporte futuro, papel operacional, dedicação esperada, participação, direitos especiais e consequências de descumprir é o ponto de partida.
O caso Gyptec: o que acontece quando uma sociedade de família não tem regras de conflitos de interesse
Na Sentencia n.° 800-52, de 9 de junho de 2016, a Superintendencia de Sociedades — com a assinatura do Superintendente Delegado José Miguel Mendoza — resolveu um processo (n.° 2014-801-50) que durou 368 dias e produziu autos de 250 volumes, com laudos periciais de Price Waterhouse Coopers e Deloitte sobre 7.494 e-mails e 24.503 registros contábeis extraídos diretamente dos sistemas da sociedade.
O demandante, Carlos Hakim Daccach (acionista minoritário com 0,001883% do capital), acusava Jorge Hakim Tawil (controlador) e outros de ter extraído recursos da Gyptec S.A. — uma sociedade de família produtora de placas de gesso — sem autorização da assembleia. Os fatos provados foram contundentes: JHT recebeu empréstimos e adiantamentos por $2.679.718.314 que incluíram honorários a um escritório de advocacia, consumos no Club El Nogal, pintura de um veleiro pessoal e pagamento de impostos de veículos próprios. Alejandro Hakim Dow recebeu adiantamentos por $2.627.790.782; um e-mail de julho de 2010 reconheceu que “sempre vamos estar girando valores a cargo de [AHD] e devemos ter clara a forma como serão legalizados”.
Os demandados argumentaram que os empréstimos eram “prática usual” na sociedade de família e representavam apenas 1,9% dos ativos. A Superintendencia rejeitou esse argumento, declarou a nulidade absoluta de todos os atos de empréstimo e ordenou restituição a Gyptec de $980.965.653 (JHT) e $1.701.680.608 (AHD), mais juros. O princípio é claro: o caráter familiar de uma sociedade não isenta do regime de conflitos de interesse do art. 23 da Ley 222/1995; a autorização do órgão máximo deve ser expressa e não pode ser inferida da aprovação das demonstrações financeiras. Embora a Gyptec fosse uma S.A., os mesmos deveres aplicam-se às SAS por remissão do art. 45 da Ley 1258/2008.
Ler a Sentencia 800-52 de 2016 →A prova está em comprovantes de aportes, recibos, contratos de cessão, atas e tabela de capitalização. Se há aportes em bens, descrevê-los com precisão. Se há trabalho de fundadores, definir marcos e consequências. Se há dinheiro, conservar rastreabilidade bancária. Entregar ações definitivas por promessas vagas de trabalho ou contatos é o erro que este passo evita.
Passo 05
Revise nome, marca, domínio, atividade e sinais externos
O nome da sociedade não é o mesmo que a marca. Tampouco basta comprar um domínio ou abrir redes sociais. A identidade deve poder ser usada, protegida e provada. Ao constituir uma SAS na Colômbia costuma-se revisar a homonímia para o nome societário, mas o risco comercial muitas vezes está em outro lugar: a marca que o público verá, o domínio, as redes, o logo, o software e a base de dados. Uma sociedade pode existir com um nome disponível e, ainda assim, operar sob uma marca que invade direitos de terceiros ou que fica em nome de uma pessoa natural.
A atividade econômica escolhida também requer critério: o CIIU impacta RUT, responsabilidades, bancos, clientes, faturamento, relatórios e às vezes licenças. Se a empresa venderá vários serviços ou produtos, documente a atividade principal e as secundárias com base na operação real, não no que pareça cômodo no formulário.
Se o projeto já tem marca, logo, software ou conteúdo criado antes da SAS, prepare cessão ou licença para que a sociedade possa usá-lo sem depender informalmente do fundador. Conserve a captura da homonímia, a busca preliminar de marca no SIPI, a titularidade do domínio e os documentos de cessão ou licença quando couber. Criar a SAS e descobrir depois que a marca-chave pertence a um sócio, fornecedor, concorrente ou terceiro é o erro que este passo evita.
Passo 06
Desenhe estatutos que sirvam para operar, não apenas para registrar
Os estatutos são a arquitetura básica da SAS. A Ley 1258/2008 lhe dá uma ampla liberdade estatutária (art. 38): à SAS não se aplicam várias proibições do Código de Comercio, o que abre a porta a regras que em uma sociedade tradicional não seriam possíveis. Essa liberdade é valiosa quando se usa com intenção: duração, objeto, capital, classes de ações, administração, representante legal, assembleia, quórum, maiorias, restrições de transferência, solução de controvérsias e faculdades de assinatura podem adaptar-se ao negócio real.
O ponto mais sensível costuma ser o equilíbrio entre agilidade e controle. Um representante legal precisa de margem para operar (art. 26), mas não deveria poder endividar a empresa, vender ativos importantes, contratar com familiares, abrir linhas de crédito ou modificar relações estratégicas sem autorização quando esses atos podem afetar sócios ou investidores. Uma faculdade ilimitada parece cômoda até o dia em que é usada para algo que os sócios nunca teriam aprovado.
Os estatutos devem cobrir emissão de ações, cessão, aprovação de atos relevantes, reuniões não presenciais, atas, assinatura, suplentes, relatórios internos e limites por valor. Se há investidores ou sócios passivos, vale revisar direitos especiais de informação, veto ou autorização sobre decisões sensíveis. Um estatuto genérico pode registrar a empresa, mas não necessariamente governá-la. Usar estatutos mínimos e deixar que tudo dependa de conversas de WhatsApp ou e-mails sem força societária é o erro que este passo evita.
Passo 07
Prepare acordo de acionistas se houver mais de um interesse relevante
O acordo de acionistas não é apenas para empresas grandes. É a ferramenta que ordena saída, informação, bloqueio, investimento, venda e comportamento dos sócios. O art. 24 da Ley 1258/2008 habilita pactuar regras mais específicas sobre permanência, dedicação, confidencialidade, não concorrência, propriedade intelectual, direito de preferência, venda conjunta, arrasto, solução de bloqueios, relatórios, dividendos e entrada de novos investidores, com vigência de até dez anos prorrogáveis.
O acordo de acionistas não pode afastar o regime de maiorias dos estatutos
No Oficio 220-099807 de 16 de maio de 2023 (assunto: SAS — pacto entre acionistas), a Superintendencia de Sociedades esclareceu que o acordo do art. 24 pode versar sobre qualquer assunto lícito, mas que “não basta que o assunto resulte lícito; também se requer que seja possível sua interação com o que está normado… nos estatutos sociais”. O regime de maiorias e as demais regras fixadas nos estatutos não podem ser afastados isoladamente por um acordo entre alguns acionistas; o sentido do voto pactuado não deve conflitar com o contrato social.
Na prática: o pacto de acionistas complementa os estatutos, não os substitui. Se o seu acordo privado promete uma maioria, uma preferência ou uma faculdade que os estatutos não permitem, o prudente é reformar primeiro os estatutos para que ambos os documentos digam o mesmo. Os pareceres da Superintendencia são orientações gerais e não são de cumprimento obrigatório (art. 28 do CPACA, o código de procedimento administrativo colombiano), mas refletem o critério da autoridade que fiscaliza as sociedades.
Ler o Oficio 220-099807 de 2023 →Para preparar o acordo, convém fazer uma reunião específica para falar de saída: renúncia, descumprimento, morte, divórcio, venda a terceiros, bloqueio e incapacidade. E definir que informação mínima cada sócio receberá mensal ou trimestralmente: caixa, vendas, contratos, dívidas, impostos, riscos, trâmites e decisões que exigem voto. Esperar que exista conflito para negociar regras de saída — quando cada parte já negocia a partir do medo ou da pressão — é o erro que este passo evita.
Passo 08
Protocole a constituição na VUE ou na Cámara de Comercio
O registro converte o desenho em uma pessoa jurídica. Conforme o art. 5 da Ley 1258/2008, a SAS constitui-se por documento privado inscrito no Registro Mercantil da Cámara de Comercio do domicílio; o art. 2 confirma que adquire personalidade jurídica própria desde esse momento. O protocolo deve refletir o que foi decidido nos passos anteriores, não simplificá-lo até perder o importante.
Antes de protocolar, revise nomes completos, identificações, endereço, e-mail de notificação, atividades, capital, ações, aceitação de cargos e faculdades. Um erro pequeno pode gerar devoluções ou inconsistências que depois se propagam ao RUT, banco, faturamento e contratos. O capital subscrito deve ser integralizado no prazo máximo de dois anos (art. 9); definir esse plano desde o início evita descumprimentos.
Guarde comprovantes do protocolo, recibos, documentos assinados, aceitação de cargos, certificado gerado e comunicações com a câmara. Não delegue o trâmite sem revisar o conteúdo: que alguém possa preencher formulários não significa que tenha entendido a estrutura societária de que a empresa precisa. Converter uma decisão societária complexa em um formulário preenchido às pressas, sem controle final de sócios ou representante legal, é o erro que este passo evita.
Passo 09
Ative RUT, NIT e responsabilidades tributárias com critério
A SAS registrada ainda não está pronta para operar se não tiver identificação tributária, responsabilidades claras e dados coerentes. O RUT identifica a sociedade perante a DIAN e reúne informação sobre atividade, responsabilidades e dados. Se ficar mal construído, a empresa pode ter problemas para faturar, abrir conta bancária, contratar com clientes ou apresentar obrigações.
A ativação deve conversar com o modelo de negócio. Não é a mesma coisa uma sociedade de serviços profissionais, uma comercializadora, uma empresa com produtos regulados, uma firma que contratará com o Estado ou uma companhia que receberá investimento estrangeiro. Por isso convém revisar atividade econômica, responsabilidades e dados de notificação antes de usar a empresa comercialmente.
Defina quem será o responsável interno por atualizar dados quando mudarem endereço, atividade, representante, obrigações, beneficiários ou informação de contato. Conserve RUT atualizado, comprovantes de trâmite, responsabilidades e documentação das mudanças. Tratar RUT e responsabilidades como um trâmite de contador sem conexão com contratos, bancos, faturamento e clientes é o erro que este passo evita.
Passo 10
Reporte beneficiários finais e documente controle real
O beneficiário final não é um formalismo. É a forma de explicar quem controla ou se beneficia da sociedade quando a DIAN, bancos ou clientes o pedem. O Registro Único de Beneficiários Finais (RUB), criado pelo art. 631-5 do Estatuto Tributario (Ley 2155 de 2021) e pela Resolución DIAN 000164 de 2021, exige olhar além do certificado de existência: a pergunta central é quem, como pessoa natural, tem participação, controle ou benefício relevante sobre a SAS.
Em estruturas simples pode ser evidente; em empresas familiares, sociedades acionistas, investidores estrangeiros ou pactos de controle, é preciso mais análise. A empresa deveria conservar um diagrama de propriedade e controle, comprovantes de participações, documentos que expliquem direitos especiais e um responsável pela atualização. Responder a bancos ou clientes de memória, sem comprovantes claros sobre quem controla a sociedade, é o erro que este passo evita.
Passo 11
Habilite faturamento, conta bancária e regras de caixa
A separação patrimonial demonstra-se na operação diária. Uma SAS pode existir juridicamente e continuar operando como negócio informal se as vendas entram em contas pessoais, as despesas são pagas sem comprovante ou os sócios usam o caixa empresarial como caixa familiar. Essa desordem afeta contabilidade, impostos, bancos, investidores e prova em caso de conflito. O art. 42 da Ley 1258/2008 permite a desconsideração da personalidade jurídica diante de fraude ou prejuízo a terceiros; a mistura de caixa é o primeiro sinal de alerta.
A habilitação do faturamento eletrônico, a conta bancária empresarial e uma política básica de caixa fazem parte do mesmo sistema. A empresa deve saber quem pode aprovar pagamentos, que despesas são reembolsáveis, como se documentam empréstimos de sócios, quando se distribuem lucros e como se administram adiantamentos de clientes. Se por urgência houve pagamentos de contas pessoais antes da ativação, documente se foram aportes, empréstimos ou reembolsos. Pensar que a responsabilidade limitada funciona bem ainda que o caixa esteja misturado e não haja documentos é o erro que este passo evita.
Passo 12
Registre livros, faça ata inicial e organize a pasta societária
A sociedade deve poder provar quem são seus acionistas, que decisões foram tomadas e quem estava autorizado a atuar. Os livros e as atas não são decoração corporativa: em uma SAS servem para reconstruir propriedade, decisões, nomeações, autorizações, reformas, emissão ou transferência de ações e aprovação de contratos relevantes. Quando não existem, os conflitos viram discussões de memória.
A pasta societária deve ser criada desde o primeiro mês, não quando chegar um investidor ou um problema. Inclua documento de constituição, certificado, RUT, RUB, livros, atas, contratos, marca, dados, faturamento, procurações, relatórios, impostos e comprovantes de aportes. O ideal é que um terceiro sério possa revisar a empresa sem depender de conversas de chat dispersas. Prepare ata inicial com aceitação de cargos, responsáveis por trâmites, banco, contador, limites de assinatura, calendário de reuniões e criação de pasta documental. Reconstruir atas depois de um conflito ou de uma devida diligência quase sempre se nota e reduz a confiança.
Passo 13
Transfira marca, software, dados, domínio e contratos para a SAS
O valor de uma empresa moderna costuma estar nos intangíveis. Muitas empresas nascem com ativos criados antes da constituição: nome comercial, logo, página web, domínio, repositório de software, base de dados, fotografias, textos, metodologia, contratos piloto, redes sociais ou acordos com fornecedores. Se esses ativos ficam em contas pessoais, o negócio pode depender juridicamente de uma pessoa ainda que fature pela SAS.
A solução depende do ativo. Uma marca pode exigir busca e registro perante a SIC; um software, contrato de desenvolvimento ou cessão; uma base de dados, autorizações e política de tratamento; um domínio, transferência de titularidade ou controle de acessos; um contrato, cessão ou novo contrato em nome da sociedade. A pergunta prática para cada ativo: quem tem a senha?, quem aparece como titular?, quem pode bloqueá-lo?, que documento o prova? Formalize cessões, licenças ou contratos; se há sócios técnicos ou criativos, tenha cuidado especial com propriedade intelectual e desenvolvimentos futuros. Que a empresa venda com uma marca, página ou software que legalmente continua em nome de um fundador ou fornecedor é o erro que este passo evita.
Revisão transversal
Revise licenças, registros e compliance antes de vender a sério
Câmara, RUT e faturamento não autorizam todas as atividades. O tipo de negócio define obrigações adicionais: alimentos, saúde, cosméticos, turismo, construção, imobiliário, contratação pública, tecnologia com dados pessoais, investimento estrangeiro ou atividades com risco LA/FT (lavagem de dinheiro e financiamento do terrorismo) podem exigir licenças, inscrições, políticas, relatórios ou devida diligência reforçada.
A matriz de licenças deve ser feita antes de vender em massa. Um requisito omitido pode travar estoque, contratos, bancos, publicidade, plataformas de pagamento ou licitações. Converta cada licença em uma linha de acompanhamento: autoridade, trâmite, responsável, situação, vencimento, documento comprobatório e risco. INVIMA (a autoridade sanitária colombiana) para produtos regulados; RUP/SECOP se for contratar com o Estado; SIC para dados e marcas; Supersociedades se o compliance empresarial for aplicável; Banco de la República (o banco central colombiano) se houver investimento estrangeiro. Começar a vender e descobrir tarde que o produto, o canal ou o cliente exigia uma habilitação prévia é o erro que este passo evita.
Fechamento do processo
Feche os primeiros 90 dias com governança mínima
A SAS fica funcionando quando tem documentos, responsáveis, caixa separado, ativos sob controle e um calendário de decisões. Os primeiros 90 dias são a janela para organizar o que depois vira costume. Se a sociedade nasce sem atas, sem regras de caixa, sem contratos base, sem controle de ativos e sem calendário de obrigações, cada novo cliente ou sócio aumenta a dívida documental.
O fechamento de 90 dias deve produzir uma reunião formal: o que ficou completo, o que mudou no negócio, que obrigação nova apareceu, que risco foi detectado, que licença falta e que decisões exigem ata. Esse exercício converte a constituição em um sistema de governança, não em um certificado arquivado. Se há sócios ou investidores, entregue um relatório simples de caixa, vendas, contratos, trâmites, riscos e decisões requeridas. Acreditar que a constituição terminou com o certificado é o erro que este passo evita.
Referência rápida
A pasta societária que deveria existir desde o primeiro mês
Depois de constituir uma SAS na Colômbia, a pasta societária é a memória legal da empresa. Serve para bancos, clientes grandes, sócios, investidores, autoridades, contadores e advogados. Se amanhã alguém pedir comprovantes, a SAS deveria responder em horas, não em semanas.
| Área | Documentos essenciais |
|---|---|
| Identidade e registro | Documento de constituição, certificado de existência, RUT, NIT, CIIU, representante legal, procurações e dados de notificação. |
| Propriedade e governança | Livro de acionistas, atas, aceitação de cargos, acordo de acionistas, relatórios aos sócios e autorizações de assinatura. |
| Tributário e contábil | Faturamento eletrônico, comprovantes de aportes, demonstrações financeiras, impostos, regras de despesas e separação de caixa. |
| Contratos e operação | Clientes, fornecedores, empregados, prestadores de serviço, termos comerciais, garantias, confidencialidade e limites de responsabilidade. |
| Ativos intangíveis | Marca, domínio, software, licenças, designs, conteúdos, bases de dados, acessos, repositórios e cessões. |
| Compliance e licenças | RUB, RNBD, licenças setoriais, RUP/SECOP, SAGRILAFT/PTEE se aplicável, relatórios cambiais e políticas internas. |
Cronograma interativo
Cronograma 30-60-90 para que a SAS fique funcionando
Criar a sociedade é um marco. A operação séria constrói-se nos primeiros 90 dias com responsáveis, documentos e datas. Marque cada tarefa à medida que a conclui.
- Dias 1–30 — Registro: Constituição na Cámara de Comercio e certificado de matrícula.
- Dias 1–30 — Tributário: RUT/NIT ativo com responsabilidades coerentes com o negócio.
- Dias 1–30 — Transparência: Reporte RUB perante a DIAN (art. 631-5 E.T.).
- Dias 1–30 — Faturamento e banco: Habilitação de faturador eletrônico e conta bancária empresarial.
- Dias 1–30 — Governança inicial: Livros registrados, ata inicial, lista de cargos e limites de assinatura.
- Dias 31–60 — Ativos: Marca, domínio, software, dados e redes sob controle da sociedade.
- Dias 31–60 — Contratos base: Modelos de clientes, fornecedores, confidencialidade e prestação de serviços.
- Dias 31–60 — Dados pessoais: Política de tratamento, autorizações e RNBD se aplicável.
- Dias 61–90 — Governança e compliance: Primeira reunião formal, licenças setoriais, relatórios e matriz de riscos.
- Dias 61–90 — Orçamento e crescimento: Plano financeiro, contratos estratégicos e decisões de investimento.
- Dias 61–90 — Relatório aos sócios: Informe de caixa, vendas, trâmites pendentes e próximas decisões.
Se entrar capital externo
Devida diligência mínima se entrar investimento, crédito ou um cliente grande
Se o objetivo ao constituir uma SAS na Colômbia é receber investimento, crédito ou contratos relevantes, a sociedade deve demonstrar quem controla, o que vende, quem assina, que ativos tem, que riscos carrega e se os documentos coincidem com a operação real. Esta tabela funciona como prova de maturidade antes de uma revisão externa.
| Área | O que deve estar preparado | Sinal de alerta |
|---|---|---|
| Identidade societária | Certificado, RUT, composição acionária, beneficiários finais, representante legal e faculdades. | O certificado diz uma coisa, o RUT outra e a operação funciona com pessoas não documentadas. |
| Ativos | Marca, domínio, software, contratos de desenvolvimento, cessões, licenças, dados e acessos. | O ativo principal está em nome de um sócio, ex-empregado, fornecedor ou conta pessoal. |
| Contratos | Modelos comerciais, ordens de serviço, pagamentos, garantias, confidencialidade, propriedade intelectual e rescisão. | Vendas por chat ou orçamentos sem escopo, pagamento, responsabilidade ou rescisão clara. |
| Tributário e contábil | Faturamento, impostos, receitas, despesas, aportes, empréstimos, conciliações e comprovantes. | Receitas em contas pessoais, adiantamentos sem fatura ou empréstimos de sócios sem documento. |
| Pessoas | Contratos de trabalho ou de prestação de serviços, seguridade social, confidencialidade e propriedade intelectual. | Prestadores de serviço tratados como empregados ou desenvolvedores sem cessão de direitos. |
| Dados e tecnologia | Política de tratamento, autorizações, operadores, segurança, inventário de bases e acessos. | CRM, formulários ou campanhas capturam dados sem política nem responsável interno. |
| Licenças e compliance | INVIMA, RUP/SECOP, RNBD, SAGRILAFT/PTEE, investimento estrangeiro ou licenças aplicáveis. | A equipe comercial promete vendas em um setor regulado sem ter revisado o requisito. |
Por tipo de negócio
Rotas especiais conforme o tipo de negócio
Primeiro constitui-se bem a SAS; depois ajusta-se ao risco real do negócio. A estrutura básica dos 13 passos é comum, mas a ênfase varia. Estes cenários ajudam a saber onde olhar com mais cuidado.
Os que se veem tarde
Erros caros que costumam aparecer quando a empresa já cresceu
Os erros de constituição raramente explodem no primeiro dia. Tornam-se caros quando há vendas, dívida, empregados, sócios cansados, investidores, clientes grandes ou uma oportunidade de venda. A vantagem de revisar estes pontos desde o começo é que ainda podem ser corrigidos sem negociar sob pressão.
O caso Gyptec (Sentencia 800-52/2016) ilustra isso com clareza: 368 dias de processo, 250 volumes, laudos periciais de PwC e Deloitte, e uma ordem de restituição que superou os 2.600 milhões de pesos, tudo porque ninguém exigiu autorização expressa da assembleia para empréstimos aos controladores. O que parecia “prática usual” na sociedade de família acabou sendo nulidade absoluta.
| Erro | Como se vê na prática | Como preveni-lo desde a constituição |
|---|---|---|
| Sócio operacional sem regras | Um sócio trabalha todos os dias e outro não, mas ambos conservam o mesmo poder e os mesmos direitos econômicos sem marcos claros. | Acordo de acionistas com papéis, dedicação, relatórios, recompra e consequências se alguém descumprir (art. 24). |
| Marca fora da sociedade | A SAS vende com uma marca que ficou registrada ou administrada por uma pessoa natural, um fornecedor ou um sócio que saiu. | Busca, solicitação ou registro de marca, cessão, licença e controle empresarial de domínios, redes e materiais. |
| Caixa misturado | Vendas em contas pessoais, despesas familiares pagas pela empresa, empréstimos sem comprovante ou adiantamentos não documentados. | Conta empresarial, política de despesas, faturamento, comprovantes contábeis e documentos para empréstimos de sócios. |
| Representante legal sem limites | Uma só pessoa pode endividar, contratar, vender ativos ou assumir obrigações relevantes sem autorização interna. | Limites estatutários (art. 26), atas, procurações, assinaturas conjuntas e aprovações por valor. |
| Contratos copiados | A empresa usa modelos genéricos que não protegem pagamentos, escopo, dados, propriedade intelectual, confidencialidade ou rescisão. | Contratos base ajustados ao negócio, anexos operacionais, termos comerciais e revisão de cláusulas críticas. |
| Beneficiários finais improvisados | Banco, DIAN ou cliente corporativo pede estrutura de controle e ninguém consegue explicar com comprovantes quem controla a sociedade. | Diagrama de controle, reporte RUB, comprovantes de ações, acordos relevantes e responsável pela atualização. |
| Licenças revisadas tarde | A empresa já vende ou promete vender em um setor que exigia registro, habilitação, inscrição ou política prévia. | Matriz de licenças antes da primeira venda séria, com autoridade, trâmite, responsável, data e risco. |
Antes de assinar
Roteiro prático para a reunião de sócios antes de assinar
Uma boa constituição exige uma conversa incômoda e ordenada. Se os sócios não conseguem falar de saída, aportes, caixa, poder e conflitos antes de assinar, será mais difícil fazê-lo quando existir dinheiro, dívida, clientes ou cansaço. Estas perguntas foram desenhadas para que fiquem em um acordo de acionistas, não na memória de ninguém.
- Propriedade: O percentual reflete dinheiro, trabalho, contatos, ativos, risco ou uma mistura? Que documento comprova cada aporte?
- Trabalho: O que cada sócio deve fazer durante os primeiros 90 dias? O que acontece se não cumprir ou reduzir sua dedicação?
- Caixa: Quando se reinveste, quando se distribuem lucros, que despesas exigem aprovação e como se documentam empréstimos de sócios?
- Assinatura: O que uma só pessoa pode assinar? O que exige autorização dos sócios? Há limites por valor ou tipo de ato (art. 26)?
- Informação: Que relatórios são entregues, a cada quanto tempo, com que nível de detalhe e o que acontece se um sócio não receber informação?
- Saída: Como se compra a participação de quem sai, descumpre, bloqueia, divorcia-se, morre ou quer vender a um terceiro (arts. 13 e 39)?
- Ativos: Quem será titular de marca, domínio, software, redes, base de dados, metodologia, contratos e conteúdo comercial?
- Conflitos: Que mecanismo se usa antes de acionar judicialmente, bloquear pagamentos, suspender trabalho ou paralisar decisões essenciais?
- Investimento futuro: Que direitos terá um investidor, que percentual se pode diluir e que decisões não poderão ser tomadas sem aprovação?
A reunião não busca resolver cada detalhe para sempre. Busca que as regras importantes não dependam de memória ou boa vontade. Depois dessa conversa, os estatutos e o acordo de acionistas deixam de ser modelos genéricos e passam a refletir o negócio real.
Se a sociedade já existe
Se a SAS já existe: como corrigir sem começar do zero
Se a sociedade já foi criada, não necessariamente deve ser fechada para consertar erros. Muitas correções podem ser feitas mediante reforma estatutária, acordo de acionistas, atas, atualização do RUT, reporte RUB, registro de livros, contratos de cessão, políticas internas, matriz de licenças e reorganização documental. A regra é identificar o que falta, documentar desde já, reformar quando for necessário e deixar uma rastreabilidade honesta da regularização. Não convém maquiar documentos nem reconstruir decisões inexistentes.
| Problema detectado | Rota possível de correção | Prioridade |
|---|---|---|
| Objeto social estreito ou incoerente | Reforma estatutária, revisão do CIIU e atualização de documentos comerciais. | Alta se impede contratar, faturar, pedir licenças ou explicar a atividade real. |
| Sócios sem acordo de saída | Acordo de acionistas (art. 24), restrições de transferência (art. 13), regras de compra e mecanismo de desbloqueio. | Muito alta se há vários sócios, família empresária ou investimento futuro. |
| Marca, domínio ou software em nome de uma pessoa | Cessão, licença, contrato de desenvolvimento, transferência de acessos e revisão do registro marcário. | Muito alta se esse ativo sustenta vendas ou reputação. |
| Livros ou atas incompletas | Registro, atualização e reconstrução documentada de decisões reais, sem inventar fatos nem datas. | Alta antes de investimento, venda, crédito, conflito ou entrada de sócios. |
| RUT, RUB, dados ou faturamento pendentes | Revisão com DIAN/SIC, atualização de informação e designação de responsáveis internos. | Alta se há bancos, clientes corporativos, crescimento ou revisão externa. |
| Representante legal exposto | Atas de autorização, limites de assinatura, delegações documentadas e política de aprovações (art. 26). | Alta se assina dívida, folha de pagamento, contratos grandes ou pagamentos sensíveis. |
Para entender os documentos
Glossário prático para ler documentos de uma SAS
Estes termos aparecem em câmaras de comércio, estatutos, bancos, investidores e autoridades. O importante não é memorizá-los, e sim entender que decisão prática há por trás de cada um.
Para continuar aprofundando
Leituras da Cafore para fechar os riscos em torno da SAS
A constituição de uma SAS costuma tocar várias áreas ao mesmo tempo. Estes links internos ajudam a passar do guia geral ao risco concreto: sócios, marcas, contratos, impostos, talento humano, patrimônio, família empresária, responsabilidade penal empresarial ou ativos imobiliários.
- Advogado em direito das sociedades — apoio para estatutos, conflitos societários, acordos de acionistas, assembleias e decisões de sócios.
- Guia de direito societário — contexto adicional para entender regras societárias, governança e proteção empresarial.
- Direito comercial e sociedades mercantis — leitura complementar sobre sociedades, obrigações mercantis e estrutura empresarial.
Fontes oficiais para verificar
Páginas oficiais para fazer ou verificar os trâmites
Para constituir uma SAS na Colômbia sem depender de rumores, use estas fontes como ponto de partida. Os requisitos, taxas, formulários e critérios podem mudar; convém confirmar o trâmite na página oficial antes de protocolar, vender, contratar ou receber investimento.
- Ley 1258 de 2008 (Función Pública) — texto oficial da SAS.
- Cartilha “Cien preguntas y respuestas sobre la SAS” (Supersociedades) — fonte de referência oficial.
- Registro Único de Beneficiários Finais — DIAN — apresentação oficial do RUB.
- VUE — Ventanilla Única Empresarial: criação de empresa, constituição virtual de SAS e trâmites integrados por cidade.
- RUES: verificação de homonímia, consulta de razão social e situação da matrícula.
- DIAN: inscrição e atualização do RUT, habilitação de faturamento eletrônico e perguntas frequentes sobre o RUB.
- SIC — SIPI: registro de marcas, buscas de propriedade industrial e RNBD para dados pessoais.
- Colombia Compra — SECOP: RUP, plataformas de contratação pública e interoperabilidade.
- VUE — INVIMA: registro e certificação de produtos regulados.
- Supersociedades — SAGRILAFT/PTEE: resoluções e material de compliance empresarial.
Para que você mesmo possa verificar
Fontes e normas citadas
- Lei 1258 de 2008 — sociedad por acciones simplificada (texto oficial, Función Pública): arts. 1, 2, 4, 5, 9, 10, 13, 20, 22, 24, 26, 27, 38, 39, 42 e 43.
- Superintendencia de Sociedades, Sentencia n.° 800-52, de 9 de junho de 2016 — caso Gyptec S.A.; nulidade absoluta de empréstimos a controladores sem autorização expressa da assembleia; deveres do art. 23 da Ley 222/1995 aplicáveis às SAS por remissão do art. 45 da Ley 1258/2008.
- Superintendencia de Sociedades, Oficio 220-099807 de 16 de maio de 2023 — o pacto entre acionistas não pode afastar o regime de maiorias nem as regras dos estatutos (parecer geral, art. 28 do CPACA).
- Corte Constitucional, Sentencia C-090 de 2014 (M.P. Mauricio González Cuervo) — responsabilidade limitada do acionista e levantamento do véu corporativo.
- Corte Constitucional, Sentencia C-038 de 2025 (M.P. Cristina Pardo Schlesinger) — as SAS não negociam suas ações em bolsa; a proibição do art. 4 segue vigente.
- Estatuto Tributario, art. 631-5 (Ley 2155 de 2021) e Registro Único de Beneficiários Finais — DIAN, Resolución DIAN 000164 de 2021.
- Superintendencia de Sociedades — Cien preguntas y respuestas sobre la SAS.
Conteúdo preparado por Cafore Abogados para orientação geral na Colômbia. Não substitui a revisão de documentos, sócios, investimento, estatutos, obrigações tributárias, ativos, licenças nem circunstâncias particulares. Última revisão editorial: junho de 2026.
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Não deixe a SAS apenas com o certificado. A constituição deve fechar sócios, estatutos, RUT, banco, faturamento, beneficiários finais, ativos e governança inicial.Esclarecemos suas dúvidas
Perguntas frequentes sobre direito societário
O que é uma SAS e por que é a forma societária mais usada na Colômbia?
Como se constitui uma SAS na Colômbia passo a passo?
Os acionistas de uma SAS respondem com seu patrimônio pessoal pelas dívidas da empresa?
Quais cláusulas são obrigatórias nos estatutos de uma SAS?
Posso constituir uma SAS com um único acionista?
Preciso de advogado para constituir uma SAS na Colômbia?
O que eu deveria revisar antes de receber investimento?
A marca fica protegida ao criar a SAS?
As ações de uma SAS podem ser negociadas em bolsa?
A responsabilidade limitada protege o patrimônio pessoal do sócio em todos os casos?
Que opções tem um sócio quando há desacordo grave com os demais acionistas?
A Superintendencia de Sociedades pode resolver disputas entre sócios?
É possível excluir um sócio de uma sociedade e sob que causas?
O que é a impugnação de decisões da assembleia e quando cabe?
O representante legal de uma sociedade responde pessoalmente pelas dívidas da empresa?
Que deveres têm os administradores de uma sociedade colombiana?
O que é a desconsideração da personalidade jurídica e em que casos se aplica?
O que é o acordo de acionistas e para que serve na governança corporativa?
Como uma sociedade pode aumentar seu capital para atrair investimento?
O que implica uma fusão ou cisão de sociedades na Colômbia?
Quando se configura um grupo empresarial e que obrigações ele gera?
Como se liquida uma sociedade na Colômbia e que passos isso implica?
Para se aprofundar
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